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Notícias

15/06/2020 - Campanha Junho Violeta

Prevenção ao Ceratocone: Campanha Junho Violeta alerta para doença causada pelo ato de coçar os olhos e que leva à perda progressiva de visão

Em tempos de disseminação da Covid-19, é preciso redobrar os cuidados de higiene ocular, reforça a Associação Catarinense de Oftalmologia.

O ato de coçar os olhos pode provocar muitos danos à saúde, além de facilitar a transmissão de doenças e o surgimento de inflamações e infecções. Uma das consequências mais graves é o desenvolvimento do Ceratocone, uma doença progressiva que pode danificar a córnea e não tem cura.

A campanha Junho Violeta foi criada em 2018 com o objetivo de sensibilizar a população para evitar coçar os olhos e também alertar sobre os riscos do Ceratocone, considerado o tipo mais comum de distrofia da córnea e que afeta uma em pouco mais de duas mil pessoas, de acordo com dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

A maior incidência ocorre entre em crianças e adolescentes, especialmente entre 13 e 18 anos. Entre os sintomas estão a sensibilidade à luz (fotofobia), irritação nos olhos, ofuscamento, embaçamento e distorções moderadas, explica o médico oftalmologista João Artur Etz Jr., presidente da Associação Catarinense de Oftalmologia.

"O diagnóstico precoce não impede a evolução da doença, porém quanto mais cedo o ceratocone for identificado, melhor será o resultado do tratamento. Por isso, é fundamental que se realize consultas oftalmológicas periodicamente", comenta.

Como identificar e tratar o Ceratocone

O sinal mais característico é a perda progressiva da visão, que se torna borrada e distorcida, tanto para longe quanto para perto, o que obriga a aumentar com frequência o grau das lentes. Em caso de suspeita da doença, o diagnóstico é feito por meio de um exame oftalmológico que faz um estudo topográfico da superfície da córnea. "O problema é solucionado, na maioria das vezes, utilizando óculos, lentes de contato ou cirurgia para estabilizar o problema e reduzir a deformidade da córnea", explica o presidente da Associação Catarinense de Oftalmologia.

Entre os tratamentos mais comuns estão o cross-linking - combinação de radição ultravioleta (UVA) e vitamina B2 para aumentar as ligações entre fibras de colágeno e fortalecer a córnea - e, em casos mais avançados, o implante cirúrgico de anéis intracorneais, espécie de 'esqueleto' que diminui a curvatura da córnea. Em último recurso, o que acontece em 6% dos casos, é preciso fazer um transplante (parcial ou total) de córnea no paciente.

Cuidados especiais com a Covid-19

"Em tempos de disseminação de pandemia, torna-se ainda mais importante evitar o ato de coçar os olhos, já que eles são um meio de transmissão e contágio pelo vírus. Importante lembrar que secreções como a lágrima também são um vetor da doença", comenta João Artur Etz Jr. Para evitar a transmissão da Covid-19 por meio dos olhos, a Associação Catarinense de Oftalmologia recomenda:

• Ao sair à rua, proteja a superfície dos olhos com óculos. E ao chegar em casa, limpe as pálpebras e a pele ao redor dos olhos com lenço umedecido e higienizado, lavando bem as mãos com água e sabão logo em seguida.

• Os óculos também devem ser higienizados. Para quem usa lentes de contato, os produto específico para limpeza de lentes ajudam a inativar o vírus;

• Evite coçar ou tocar os olhos, boca e nariz;

• Não compartilhe maquiagem, colírio, toalhas e fronhas;

Saiba mais sobre principais doenças que afetam a visão e as melhores formas de precaução e diagnóstico de doenças acessando a cartilha Saúde dos Olhos, produzida pela Associação Catarinense de Oftalmologia: https://bit.ly/2AcinxB

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